Usar celular nos postos de combustível pode fazer um carro explodir?
Circula pela web um vídeo alegando que faíscas produzidas por um smatphone utilizado dentro de um carro sendo abastecido foi o suficiente para causar a explosão do automóvel e levar à morte uma mulher e deixar três feridos. O acidente teria acontecido no dia 08 de abril de 2017, num posto de gasolina em São Gonçalo, às margens da rodovia RJ-104 no estado do Rio de Janeiro, enquanto o veículo era abastecido com gás natural veicular.Desde então, tem-se questionado amplamente a capacidade de smartphones causarem acidentes desse tipo. Especialistas, entretanto, afirmam que o alarme geral se baseia mais no que vemos em filmes de ação do que naquilo que de fato acontece na realidade. O físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, afirma que, para que ocorra o início de uma explosão nesse contexto, o ar precisa estar extremamente seco e quente para facilitar a dispersão de GNV, gasolina ou álcool na atmosfera, mas que, para que o fogo surja, faíscas devem ser produzidas. Entretanto, o físico também alerta que a faísca necessária para catalisar uma reação de explosão dificilmente poderia partir de um smartphone em situações normais, pois a tensão que o dispositivo opera é muito baixa, na ordem dos 5 Volts.
Em São Paulo, o prefeito João Dória decretou e promulgou a Lei 16.644 de 09/05/2017, que veta o uso de aparelhos celulares nas imediações de postos de combustíveis, mas a lei nada informa sobre outros dispositivos eletrônicos, como os tablets.
Quanto ao caso do Volkswagen Fox que explodiu no Rio de Janeiro em abril retratado no vídeo, a equipe policial responsável pelo caso não deu à mídia mais detalhes sobre o que poderia ter ocasionado a faísca provocadora da reação.
