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Anatel registra mais de 240 milhões de linhas móveis em setembro

segunda-feira, 6 de novembro de 2017 /
O Brasil conta, atualmente, com um total de 241milhões de linhas móveis, registradas em setembro de 2017. Deste número, 156,3 milhões são linhas pré-pagas e 84,7 milhões pós-pagas.
Em um ano, as linhas pré-pagas registraram uma queda de 10,38%, sendo uma diminuição de 18 milhões de linhas. Já as pós-pagas cresceram em 10,64%, representando um aumento de 8 milhões de linhas.
Somente nos meses de agosto e setembro, a queda das linhas pré-pagas foi de 1,35% (-2 milhões) e o aumento das linhas pós-pagas de 1,24% (+1 milhão).

4G

As linhas de 4G também apresentaram progresso: foram 2,9 milhões de novas linhas, representando um aumento 3,33% em setembro, comparando com o mês anterior. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 42 milhões novas unidades (+85,71%).
Já as utilizações máquina-máquina aumentaram em 268 mil (1,89%) de novas linhas entre agosto e setembro, e 2,3 milhões de linhas (+19,83%) nos últimos 12 meses.

Empresas

Entre agosto e setembro, a empresa Datora foi classificada como a a que mais apresentou crescimento percentual de novas linhas, registrando a inclusão de 5.000 (+2,68%) unidades. Em segundo lugar ficou a Porto Seguro, com um aumento de 2,28%, sendo 12.915 novas linhas.
Contabilizando os últimos 12 meses, as empresas Datora e Porto Seguro seguem no topo, apresentando um crescimento de 113,88% (+101.847) e 49,17% (+190.784), respectivamente, em novas linhas.
O maior aumento registrado está por conta da Vivo, com 1 milhão de novas unidades em operação, sendo um aumento de 1,45%. A Oi, Claro e Tim fecharam o ano com quedas: a Oi apresentou uma diminuição de 9,61% de linhas (-4,4 milhões); a Claro perdeu 4,91% (-3,1 milhões); e a Tim registrou uma diminuição de 6,10% (-3,8 milhões).
Os estados brasileiros que mais perderam linhas foram a Bahia, com uma redução de 7,59%, e o Rio de Janeiro, com uma queda de 5,33%.
Fonte: Bitmag

Compartilhar dados será o novo cenário da telefonia no Brasil

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Em fevereiro deste ano foram anunciadas tarifas mais baratas de telefone fixo para móvel, e até 2018 novas mudanças nos preços ainda devem ocorrer. De fato, a telefonia no Brasil está se modernizando e é inegável a melhoria de infraestrutura vista nas grandes metrópoles, com o 4G, a popularização da fibra, os links a rádio etc. Porém, há muito o que melhorar e entender sobre essa conscientização do consumo. O 4G funciona bem, mas não tão bem quanto nos países desenvolvidos, justamente pelo investimento na infraestrutura de conexões ter sido menor do que, de fato, deveria.
Digamos que o mercado não se autorregulou o suficiente, dando mais margem para oligopólios. Não ter nenhuma empresa de telefonia estatal, pode ter ajudado neste processo, pois o lobby das grandes operadoras para impedir que o usuário tenha liberdade - como visto com os dois episódios de bloqueio do WhatsApp, taxa de dados e afins - são uma resposta ao que o advento da globalização tem trazido: o consumo cada vez mais consciente, que exige cada vez mais do serviço. Porém, com os custos marginais atuais, o grande mercado de telefonia não tem coragem de enfrentar o que deve ser feito.
A Anatel tem este papel regulador, que desde de 2016 tem exigido quedas de preços das tarifas, muitas delas bem perceptíveis, principalmente em internet e celular (o usuário as vezes não percebe as quedas, pois começa a consumir agora os pacotes de dados, mantendo ou aumentando o valor de sua conta, uma substituição natural a substituição cada vez maior de uma tecnologia por outra).
Por isso, mesmo com o protecionismo das operadoras frente à inovação, é uma questão de tempo para que a relação de consumidores seja ainda mais consciente, a ponto do mercado nivelar os valores cobrados a fim de que se possibilite o investimento contínuo em redes e dados, ao mesmo tempo que as tarifas fiquem quase próximas a zero, e dando liberdade ao usuário de trafegar voz gratuitamente através de dados.
Para 2018, teremos a introdução do 5G, a implementação de novas tecnologias e protocolos nas transmissões de dados e afins. Isso tudo melhorará muito a experiência do usuário, mas sem nenhum grande salto no déficit que temos frente aos grandes países. A grande mudança mesmo estará por conta da telefonia, cujas tarifas realmente atingirão patamares bem mais baixos do que estamos acostumados. Para as grandes operadoras, isso significa a transição da fonte de lucro das tarifas para os dados.
Para as operadoras médias e pequenas, isso significa uma grande mudança de paradigma: entender que a telefonia não é mais o foco, que passa a ser os fins para aos quais ela trabalha: comunicação assertiva e geração de canal de atendimento ao cliente. Um telefone fixo hoje quase perde o sentido, a não ser justamente como um canal de atendimento institucional da empresa. Um número que se liga para prestação de serviços. Ou seja, a telefonia agora estará conectada diretamente ao desenvolvimento de canal de atendimento e serviços de uma empresa, e seus fornecedores devem entregar mais.
Dessa maneira, é importante ser tendência no mercado, deixando o consumo livre ao usuário, propondo uma plataforma de atendimento que justifique a telefonia como parte estratégica importante do negócio, integrada aos serviços omnichannel. Há muito o que se esperar das tendências de mercado da telefonia, muitas coisas a melhorar e muitas ainda a se surpreender, mas principalmente, a sua mudança na forma de consumir e os valores que podem gerar às empresas que focam na experiência do cliente.

4G da Vivo alcança 75% da população urbana brasileira

quarta-feira, 1 de novembro de 2017 /
A Vivo anunciou nesta terça-feira (31) que a sua cobertura 4G já alcança 75,7% da população urbana brasileira. São 2.007 cidades atendidas pelo serviço de conexão da operadora, que atingiu a marca na última sexta-feira, dia 27. A operadora também conseguiu cobrir 100% do perímetro urbano do Espírito Santo, fazendo do estado o primeiro a ter o 4G da Vivo em todos os seus municípios.
A contínua liberação da frequência de 700 MHz vem contribuindo para que a Vivo expanda sua rede de 4G. Segundo a Anatel, atualmente a empresa lidera o mercado nacional no segmento, com 33,9% de market share. Ao todo, a operadora já implantou a tecnologia 4G em 218 municípios através da frequência de 700 MHz apenas neste ano. Já o 4G+, que oferece até duas vezes mais velocidade de navegação, está disponível em 97 cidades e já cobre 26 das 27 capitais brasileiras.
Além da expansão do 4G, a Vivo tem apostado em oferecer conteúdo aos seus usuários como um diferencial diante das demais operadoras. Em seus diferentes tipos de planos, a operadora oferece serviços digitais como o GoRead, app com acesso a mais de 170 títulos da editora Abril; e o NBA, que permite assistir aos jogos de basquete pelo celular.
Outro diferencial da operadora é o compartilhamento de internet, realizado de maneira gratuita pelos clientes pré-pagos Vivo Turbo e de planos Controle. O serviço permite pedir e enviar internet para os contatos que também fazem parte dos planos mencionados. Todo o controle dos dados compartilhados ou consumidos é realizado pelo aplicativo da operadora.
Desde o dia 23 de outubro a Vivo também passou a oferecer aos clientes do plano Vivo Família quatro novidades: bônus de internet para uso exclusivo com apps selecionados de vídeo e música; acesso a aplicativos essenciais, como de mobilidade, sem consumir a internet do plano; seis serviços digitais inclusos e, para alguns planos, diárias de roaming internacional.

Cade investiga Oi, Claro e Telefônica por supostas irregularidades em licitação

segunda-feira, 28 de agosto de 2017 /
Cade investiga Oi, Claro e Telefônica por supostas irregularidades em licitação

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) iniciou um processo contra a Claro, Oi e Telefônica por práticas anticompetitivas, que tentaram minar a participação de concorrentes em um processo licitatório dos Correios. A ação vai apurar se houve mesmo ação coordenada das companhias durante a disputa pela prestação de serviços para o órgão.
A ação é resultado de uma investigação feita pelo Conselho, que concluiu que existem “indícios robustos” de que as três companhias trabalharam de forma coordenada para dificultar a participação de outros nomes na licitação. Entre as práticas identificadas estariam discriminação de preços e a recusa a prestar serviços para outras empresas, de forma a minar seu poder de oferta para os contratos com os Correios.
O inquérito foi iniciado após denúncia da BT Brasil, uma empresa de telecomunicações que disse não ter conseguido adquirir infraestrutura para que pudesse participar da licitação. De acordo com a companhia, as três empresas citadas detêam a maioria da cobertura de telefonia do país e teriam se recusado a disponibilizá-la para terceiros, como forma de garantir para si o contrato com os Correios.
O processo se refere a uma licitação realizada em 2015, em uma concorrência para prestação de serviços de comunicação por voz ao órgão público. Se condenadas, as empresas podem ter de pagar multas que vão de 0,1% a 20% do faturamento no ano anterior ao do ato investigado – neste caso, 2014. A extensão da penalidade vai de acordo com o tamanho da irregularidade cometida.
Com a abertura do processo, Claro, Oi e Telefônica serão notificadas para que apresentem defesa. As empresas, entretanto, não falaram publicamente sobre o inquérito ou as conclusões do Cade.

Cade investiga Oi, Claro e Telefônica por supostas irregularidades em licitação

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